Yasuke da Netflix: críticas apontam erros históricos
Quando a Netflix anunciou uma série baseada em Yasuke, o lendário samurai africano que viveu no Japão feudal, muitos fãs da cultura geek e histórica ficaram empolgados.
Afinal, essa é uma das figuras mais únicas da história japonesa. No entanto, o anime acabou enfrentando críticas pesadas por… fugir da própria história.
Vamos direto ao ponto: quais são as principais críticas ao anime Yasuke?
1. Ofuscamento da história real de Yasuke
Um dos maiores problemas apontados pelos críticos é que o anime mal aproveita a trajetória real de Yasuke. Aliás, em vez de explorar seu impacto no Japão do século XVI, a série escolhe uma linha do tempo fictícia ambientada décadas depois dos fatos históricos.
Com isso, muitos se perguntam: se a ideia não era contar a história real, por que usar o nome de Yasuke? O personagem vira apenas um símbolo em meio a um enredo genérico, e isso decepcionou quem esperava algo mais profundo.
2. Fantasia e ficção científica em excesso
Outro ponto de discórdia é a presença de:
- Magia,
- Robôs gigantes (mechs),
- Personagens com poderes psíquicos,
- Mutantes e criaturas místicas.
Contudo, esses elementos destoam totalmente da proposta inicial de uma obra inspirada em fatos. Críticos dizem que, ao exagerar na fantasia, o anime se desconecta do Japão feudal e confunde o público sobre o que realmente foi inspirado em fatos e o que foi pura invenção.

3. Narrativa genérica de “escolhido”
Ao invés de focar em Yasuke e suas conquistas, a história gira em torno de uma menina com poderes sobrenaturais que precisa ser protegida.
O enredo segue a velha fórmula do “herói relutante e a criança especial”, o que soa genérico demais.
A crítica aqui é clara: a jornada de Yasuke por si só já seria única e emocionante. Mas ela foi deixada de lado em favor de uma trama que poderia pertencer a qualquer outro anime.
4. Pouca exploração do contexto histórico
A série menciona figuras como Oda Nobunaga e eventos como o Incidente de Honnō-ji, mas apenas superficialmente. Em vez de mergulhar no rico pano de fundo da era Sengoku, a narrativa se distancia dele, introduzindo vilões fictícios como o “Dark Daimyo”.
Além disso, muitos enxergam essa escolha como uma grande chance desperdiçada, já que Yasuke viveu em um dos períodos mais intensos da história japonesa.
5. Liberdades criativas: um debate polêmico
LeSean Thomas, o diretor da série, defendeu sua abordagem dizendo que nunca teve a intenção de criar uma obra fiel aos fatos. Ele buscava uma experiência criativa e misturar gêneros.
Apesar disso, essa visão continua dividindo opiniões. Para muitos, a liberdade criativa aqui acabou prejudicando uma chance de ouro: apresentar Yasuke para o mundo de forma fiel e respeitosa.
Embora o anime Yasuke tenha pontos positivos, como sua trilha sonora marcante e qualidade de animação, ele falha ao entregar uma narrativa histórica à altura do protagonista.
Por fim, o excesso de fantasia e a falta de foco em Yasuke como personagem real deixaram um gosto amargo em muitos fãs e estudiosos.
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