Hoje acordei cedo, como de costume. O sol mal tinha despontado no horizonte, e o silêncio da casa me convidava a começar o dia de maneira tranquila.

Como sempre, fui direto passar o café, aquele ritual que eu não abro mão. O cheiro do café fresco tomou conta da cozinha, e enquanto a água fervia, um pensamento repentino me veio à mente: como o tempo passa rápido!E mais que isso, como ele voa sem pedir licença, deixando para trás apenas lembranças de tempos que parecem distantes, mas que, curiosamente, ainda vivem dentro de mim.

Enquanto preparava o café, lembrei-me de como era minha infância. Hoje, com 38 outonos, pai de uma linda menina de 2 anos, me vejo recordando com carinho os desenhos que marcaram minha infância.

Reviva a magia: Quando os desenhos eram nossa realidade e o tempo não existia

Lá estava eu, sentado no sofá da sala, esperando ansioso pelo próximo episódio de *Doug Funnie*. Lançado há 33 anos, Doug era como eu - um garoto comum, com uma imaginação sem limites, enfrentando os desafios diários com uma inocência que só a juventude nos permite.

Hoje, é Naomi quem dita as regras da TV. Com sua curiosidade típica de criança, ela já desenvolveu seu próprio gosto para os desenhos. É engraçado como ela me diz "sim" ou "não" quando coloco algo para ela assistir. E o mais curioso? Alguns dos desenhos que ela gosta são em inglês! Quem diria que, com tão pouca idade, ela já estaria fazendo suas escolhas e aprendendo em outra língua?

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Essa mudança me faz lembrar que, enquanto eu assistia *Bananas de Pijamas* - que já tem 31 anos de história - completamente fascinado por aquelas figuras, Naomi cresce em um mundo digital. Para ela, a magia dos desenhos não está nas bananas descendo escadas, nem em Doug, Família Dinossauro, entre outros, mas em personagens de animação moderna, com gráficos perfeitos.

E foi assim que me vi nostálgico, lembrando não apenas de *Doug Funnie e Bananas de Pijamas, mas também de outros ícones da minha infância. O Castelo Rá-Tim-Bum*, por exemplo, estreou há 29 anos e ainda é um marco.

Cada episódio me fazia mergulhar em um mundo de fantasia, repleto de mistérios e encantamento. Ver o Nino e seus amigos era uma experiência mágica, que hoje percebo ter sido carregada de lições de vida que só mais tarde eu viria a entender.

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Não é a mamãe!

Mas, claro, nem só de magia vivíamos. Também havia momentos hilários e reflexivos com a Família Dinossauro**, lançada há 33 anos. O baby dinossauro falando "Não é a mamãe!" marcou tanto minha infância que ainda consigo ouvir sua voz ecoando na minha mente. Era uma série engraçada, mas também carregada de mensagens profundas sobre sociedade e relações familiares.

Agora, como pai, me vejo refletindo sobre tudo isso. Enquanto Naomi descobre seus próprios heróis e aventuras, eu estou aqui, lembrando do *Fantástico Mundo de Bobby, lançado há 33 anos, onde eu me identificava profundamente com aquele garoto que vivia em um mundo próprio, repleto de imaginação. E como esquecer de Coragem, o Cão Covarde*, que já tem 25 anos? Ele sempre me assustava, mas no fim, eu admirava a coragem dele, que enfrentava seus maiores medos para proteger sua família.

As memórias são como um bom prato agridoce

Essa manhã me trouxe uma sensação agridoce. Por um lado, é maravilhoso relembrar a simplicidade e a magia daqueles tempos, quando tudo parecia possível. Por outro, há um toque de saudade, uma leve tristeza por saber que o tempo não para e que aqueles momentos, embora inesquecíveis, não voltam mais. Mas talvez seja justamente isso que torna as lembranças tão preciosas. Elas são como aquele café que eu estava preparando - quentes, confortantes e capazes de nos trazer de volta a tempos que marcaram nossa vida.

O tempo voa, isso é certo. Mas o que fica são as histórias que compartilhamos, as memórias que nos acompanham e a certeza de que, por mais que a vida mude, as lembranças de nossa infância sempre estarão vivas dentro de nós.

Enquanto escrevo essa crônica, eu me pego sorrindo. Cada um de nós tem suas próprias histórias e memórias, guardadas com carinho. E por isso, eu gostaria de convidar você, leitor, a compartilhar comigo os desenhos e séries que marcaram sua geração. Quais foram aqueles que você nunca esqueceu?Aqueles que ainda fazem você sorrir, ou talvez até sentir saudades? Envie um e-mail para pedroririzzo@scc.com.br ou entre em contato pelo Instagram @oipedrorizzo. Vamos relembrar juntos e quem sabe, em breve, eu volto com uma segunda parte dessa crônica, trazendo as lembranças de todos vocês.